Mulheres e Clima

O Brasil enfrenta os efeitos da crise climática com um olhar atento às desigualdades de gênero. As mulheres, sobretudo as negras, indígenas, quilombolas, rurais e periféricas, estão entre as mais impactadas pelos desastres ambientais, pela insegurança alimentar, pela escassez de recursos naturais e pela sobrecarga dos trabalhos de cuidado.
Ao mesmo tempo, são elas que, em seus territórios e comunidades, constroem respostas concretas para a sustentabilidade da vida, a proteção dos biomas, a adaptação às mudanças climáticas e o fortalecimento da democracia. Mulheres agricultoras, extrativistas, pescadoras, lideranças comunitárias, cientistas, defensoras de direitos humanos e jovens ativistas têm papel fundamental na construção de soluções para enfrentar a emergência climática.
O Ministério das Mulheres reafirma o compromisso do Governo do Brasil em promover justiça climática com justiça de gênero, fortalecendo a participação das mulheres na formulação das políticas ambientais e climáticas, garantindo a proteção de seus direitos e reconhecendo seus saberes, experiências e protagonismo na construção de um futuro mais sustentável e inclusivo.
Mulheres e clima: desafios e protagonismo

- São maioria nos abrigos de emergência, onde sofrem violência e carecem de itens básicos de higiene e cuidados.
- Perdem emprego e renda, além de enfrentarem sobrecarga de cuidados com crianças, idosos e doentes.
- Estão duas vezes mais propensas a transtornos psicológicos, agravados por insegurança alimentar e traumas de desastres.
- No campo e na floresta, defensoras de direitos humanos sofrem perseguição e violência.

- Agricultoras fortalecem a soberania alimentar ao criar bancos de sementes adaptadas ao clima e sistemas produtivos resilientes.
- Mulheres indígenas e quilombolas protegem territórios e florestas, enfrentando o desmatamento e a mineração predatória.
- Movimentos de mulheres organizam cooperativas, feiras agroecológicas e redes de produção sustentável nos territórios.
- Cuidadoras, educadoras e profissionais de saúde sustentam comunidades, liderando a reconstrução e o cuidado após desastres.
Principais Ações do Ministério das Mulheres
Plenárias Mulheres e Juventudes nos Biomas Pós-COP30
Espaços de escuta, mobilização e construção coletiva realizados nos seis biomas brasileiros para fortalecer a participação de mulheres e juventudes nas agendas climáticas e ampliar a incidência social rumo à COP30.
Estratégia Transversal Mulheres e Clima – Plano Clima (2025–2035)
Instrumento que integra a perspectiva de gênero às políticas nacionais de mitigação e adaptação à mudança do clima, promovendo participação social, produção de dados, proteção de direitos e fortalecimento da autonomia das mulheres.
Protocolo Mulheres e Emergências Climáticas
Documento que orienta governos, gestores públicos e agentes de proteção social sobre medidas para garantir os direitos das mulheres antes, durante e após eventos climáticos extremos.
Plano de Ações Integradas Mulheres e Clima
Plano que articula iniciativas do Governo Federal para ampliar a participação das mulheres na governança climática, fortalecer a prevenção de riscos, promover autonomia econômica e garantir respostas mais efetivas às emergências climáticas.

Mulheres na COP30
Em novembro de 2025, o Brasil foi sede da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Um momento histórico para reafirmar que as mulheres, em sua diversidade, estão na linha de frente da resistência às mudanças climáticas. Durante todos os dias da conferência, o Ministério das Mulheres atuou para que gênero seja reconhecido como pilar estratégico na construção de soluções climáticas justas, inclusivas e sustentáveis.






